Autora se desculpa por racismo reverso em novela global

Autora se desculpa por racismo reverso em novela global
Autora então se desculpa por racismo reverso em novela global

Após receber duras críticas nas redes sociais, Thereza Falcão, autora da novela global Nos Tempos do Imperador, se desculpou nesta terça-feira (24). Isso pela cena em que Jorge/Samuel (Michel Gomes) sugeriu que Pilar (Gabriela Medvedovski) sofreu “racismo reverso”. A autora admitiu a falha e disse “Erro grosseiro“.

No capítulo do sábado (21) do folhetim, Dom Olu (Rogério Brito) rejeitou receber a aspirante a médica como moradora na Pequena África, espaço de resistência de negros livres e fugidos que precisam de proteção e abrigo. Assim, a atitude do rei da região gerou revolta em Samuel, ex-escravo e namorado da jovem.

Só porque você é branca não pode morar na Pequena África? Como queremos ter os mesmos direitos se fazemos com os brancos as mesmas coisas que eles fazem com a gente?”, alegou o rapaz na cena. Enquanto Pilar dizia entender Dom Olu, já que ela tinha mais privilégios e oportunidades por ser branca. (veja cena no fim da matéria)

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Criticas e desculpas

A reação à sequência na web foi imediata entre o público da novela e militantes da causa racial. O influenciador digital AD Junior escreveu um longo desabafo em seu Instagram: “Mas gente quem administra essa cena? São cenas como essas que viram verdades para pessoas desinformadas sobre o período da escravidão”.

A fala de um homem negro no período da escravidão dessa forma seria tão bizarra que chega a assustar quem assiste a uma cena dessas. Quem foi o ser que escreveu esse texto?”, disse o influenciador, em outro trecho da postagem.

Thereza e Alessandro

Thereza Falcão, que divide a autoria da novela com Alessandro Marson, comentou então na publicação de AD. “Foi péssimo. Pedimos muitas desculpas. Eu mesma quando vi a cena aqui em casa, falei: o que foi isso? Todos os capítulos que vão ao ar até 24 foram escritos em 2018, gravados na ampla maioria em 2019”, justificou ela .

A escritora alegou que durante o período não havia consultoria. “Na época não contávamos com uma assessoria especializada, o que só aconteceu no ano passado, com a entrada do [pesquisador de cultura afro-brasileira] Nei Lopes. Hoje assisto a muitas cenas com uma sensação muito longínqua. Mais uma pedimos desculpas por cometer um erro grosseiro como esse.”

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