Carnaval carioca pode ser adiado por causa do coronavírus

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Mangueira apoia mudança na data dos desfiles em 2021. Foto: AgNews

Depois de muito esperar e de um isolamento social que já dura quatro meses, o carnaval carioca pode ser adiado, por causa do novo coronavírus. Nesta terça-feira (14), a Liga das Escolas de Samba, organização que reúne as escolas do grupo especial, se reúne para decidir a respeito. A proposta é que a data dos desfiles sejam alteradas, uma vez que o feriado acontece entre 12 e e 16 de fevereiro.

A justificativa das escolas é a mais plausível possível. Inegavelmente, a aglomeração de pessoas nas quadras, enquanto estão montando carros alegóricos ou costurando fantasias. E não dá para fazer fantasia por live no Instagram.

Ademais, parte da população envolvida na produção dos desfiles é idosa e está no grupo de risco. Um exemplo é a Ala das Baianas e da Velha Guarda. Como se não bastasse, é necessário dizer que a maioria das agremiações está concentrada nas comunidades carentes da capital fluminense.

Ou seja, o acesso dessa população aos serviços públicos de saúde não é nada garantido, por isso, é natural que a escola se preocupe. Afinal, ter um surto de coronavírus num barracão não só prejudica a comunidade como também pode impedi-la de colocar o desfile na avenida.

Vai ter Carnaval?

A pergunta que está deixando todos que trabalham, vivem ou são apaixonados pelo Carnaval é essa. Será que a folia vai mesmo acontecer em 2021? O coronavírus ainda não dá margem para essa resposta. E, ainda assim, as expectativas não são nada positivas. Inclusive, os boatos de que a festa seria cancelada já rodam todo o país.

Recentemente, foi veiculada na imprensa uma notícia de que a Globo havia cancelado os pagamentos das agremiações. A emissora faz um investimento considerável nas escolas como pagamento pelos direitos de transmissão dos desfiles. Ainda que a LIESA (organização carioca) não tenha se manifestado, a LIGA (organização que reúne as escolas de samba de São Paulo) negou veementemente a informação.

Numa análise pouco profunda, é inviável fazer o Carnaval, com os padrões que vemos atualmente, sem os investimentos da emissora. Em contrapartida, caso a Globo não pague pelos direitos de transmissão, fica difícil pensar em qual canal pagaria por eles.

Afinal, a Record segue uma linha editorial que, por causa da religião, condena veementemente a festa. SBT e Band não tem a mesma estabilidade financeira que a Globo para pagar por tal investimento. A RedeTV!, que está sempre muito presente na cobertura, também não tem condições de dar os mesmos valores que o grupo da família Marinho.

Dessa forma, o ‘voto’ da Globo numa discussão a respeito de quando, porquê e como vão acontecer os desfiles do ano que vem é bastante considerável. Ainda que a emissora não faça parte formalmente das Ligas das escolas de samba, o diálogo com ela é necessário.

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