Entenda porque Paulo Gustavo despertou um “sentimento familiar” até mesmo em desconhecidos

Entenda porque Paulo Gustavo despertou um "sentimento familiar" até mesmo em desconhecidos
Entenda porque Paulo Gustavo despertou um “sentimento familiar” até mesmo em desconhecidos

Na última semana a população brasileira parou para bater palmas em homenagem ao ator e comediante Paulo Gustavo, morto em decorrência a Covid-19, na noite de terça-feira (4). Do mais novo ao mais velho, do pobre ao rico, a manifestação foi intensa. A homenagem foi realizada por muitas pessoas, incluindo àqueles que não tinham familiaridade com o ator e seus trabalhos.

Mas por que a morte de Paulo Gustavo gerou comoção nacional? Para o empresário e especialista em reputação digital, Fred Furtado, a explicação está ligada ao fato da forte presença do ator nas redes sociais e nas casas da população, por meio das plataformas de streamings.

“Durante essa pandemia, nem todo mundo perdeu parente ou amigo para a Covid-19 e, talvez a pessoa mais próxima que o coronavírus atingiu, foi o Paulo Gustavo”, disse o especialista que também acrescenta. “Isso porque ele era uma pessoa que estava na televisão e na internet. Por meio desses veículos, ele conseguiu entrar nas casas de diversas famílias, tornando-se um familiar”.

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Paulo Gustavo com sua família

Redes sociais

Em relação às redes sociais, o especialista fala da facilidade com que as mídias transformam os famosos em nossos amigos íntimos. “A rede social tornou as celebridades próximas de nós,  então, quando ela coloca uma pessoa muito acessível, esse indivíduo se torna nosso confidente, alguém muito importante que quando morre é algo muito sentido”, explicou.

Já na questão das plataformas de streamings, o especialista acrescenta que, em função do momento de fragilidade que estamos passando, o consumo de filmes, sobretudo comédia, está sendo gigante. Nesse sentido, os filmes de Paulo Gustavo, trouxeram leveza. Ao mesmo tempo em que sua personagem “Dona Hermínia”, inspirada por sua mãe, se tornou íntima e familiar nos lares, afinal, quem não conhece uma dona Hermínia na vida real?

Paulo fez muitos trabalhos nos últimos anos, mais participações especiais e websérie, então ele foi um cara muito consumido. Assim, ele fez parte na vida das pessoas e se tornou alguém próximo com seus personagens icônicos“, disse o empresário.

Outro ponto que Fred Furtado pontua foram as atualizações contínuas do estado de saúde do ator, desde a sua internação. Para ele, a divulgação nos jornais e portais de notícias aqueceu ainda mais o sentimento de tristeza coletiva. “Quando saiu a reportagem de que Paulo Gustavo estava usando pulmão e coração artificial, a notícia foi replicada em muitos sites e o alcance foi grande. Nisso, a sensação de angústia e preocupação aumentou”, disse.

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Paulo Gustavo com a mãe

A Covid-19 não distingue as pessoas

Temos a teoria de que existem pessoas intangíveis às doenças e mortes, tais são os famosos, os ricos e os jovens. Os dois primeiros por terem poder aquisitivo e estarem acessíveis aos melhores tratamentos médicos. O último por acreditarmos que gozam de boa saúde e tem a vida inteira pela frente.

Mas Paulo Gustavo tinha as três características: era rico, celebridade e jovem. Tudo isso associado ao jeitão amigo, paizão e romântico que ele transmitia, sua morte foi um baque para a população. “Teoricamente, era um homem que não podia morrer e isso já reforça o poder da doença”, finalizou.

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Paulo Gustavo posa com Thales e os dois filhos, Romeu e Gael. Foto: Reprodução

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