Gabigol vai à Justiça para impedir Globo de exibir cassino em documentário

Foto Paulo Lopes/ Agnews

A empresa que cuida da imagem do atacante Gabigol, do Flamengo, tentou ontem (20) uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro para impedir o lançamento do último episódio da série documental “Predestinado”, que conta a história do jogador. Aliás, o episódio, liberado neste fim de semana aos assinantes da Globoplay, sofreu uma reedição para incluir a detenção do atleta em um cassino clandestino em São Paulo, na madrugada do último domingo (14).

De acordo com o UOL Esporte, o estafe de Gabigol recorreu à Justiça por entender que a Globo não respeitou o contrato. Eles então alegam que existem cláusulas que obrigam a emissora a consultar o jogador em caso de qualquer edição. Assim, o entorno do jogador só teria ficado sabendo das mudanças ontem (20) e, ao entrar em contato com a emissora, optou pela via judicial.

Ainda de acordo com a publicação, o que mais teria incomodado o estafe e a família de Gabigol foi a forma como tudo aconteceu. A Globo teria prometido uma homenagem ao atacante nas negociações para a produção do documentário.

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Pedido Negado

No entanto, a juíza de plantão da 14ª Câmara Cível do Rio de Janeiro negou o pedido, alegando que as notícias já eram públicas. Na decisão, a magistrada citou inclusive a entrevista que Gabigol deu ao “Fantástico”, da TV Globo, na semana passada, falando sobre o assunto. “Ressalta-se que o próprio jogador do Flamengo, em entrevista concedida ao programa Fantástico, disse estar arrependido, deixando evidente que o fato ocorrido no dia 13 de março é público e notório”, afirmou a magistrada.

Assim, além de tentar impedir as edições no conteúdo, a equipe do jogador pediu uma multa de R$ 2 milhões caso o Globoplay descumprisse a decisão.

O episódio, chamado de “Um Ano em Dois”, estreou neste domingo (21) e tem 33 minutos de duração. O caso do cassino aparece em quatro minutos e 21 segundos. Isso entre depoimentos, imagens sobre assunto e a entrevista concedida pelo atacante para falar do caso para a própria Globo.

Em sua conta no Twitter, o empresário do atacante, Júnior Pedroso, falou sobre o assunto e, sem citar a Globo, afirmou que continuam “massacrando” seu atleta. “O Gabriel errou ao quebrar o lockdown? Errou! Reconheceu o erro? Sim! Deu a cara publicamente para a emissora que mais alfinetou e se posicionou com a personalidade que é peculiar! Mesmo assim, continuaram massacrando-o como se ele fosse o grande culpado pelo caos causado pela covid no Brasil”, disse Pedroso.

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Foto Paulo Lopes/ Agnews

Entenda o caso

Na madrugada de domingo (14), imagens mostram o momento em que a Polícia flagra Gabigol e McGui em um cassino clandestino na zona sul de São Paulo. O local de luxo realizava um evento sem qualquer tipo de autorização. Afinal, tanto jogos de azar quanto festas com aglomeração estão proibidos. A questão dos cassinos é ainda mais grave, porque a prática não tem autorização para acontecer em território nacional.

De acordo com informações da GloboNews, o cassino era uma instalação “ampla e luxuosa com mesas de jogo e camarotes”. A polícia encontrou o atacante do Flamengo debaixo de uma mesa, escondido. Os oficiais encaminharam ele e o funkeiro à delegacia, onde assinaram um termo circunstanciado.

Destaca-se o fato de que eles podem assinar dois termos, nos quais assumem a gravidade de seus atos. O primeiro, por praticar jogos de azar, o que é proibido no país; o segundo por participar de evento com aglomeração no meio da pandemia do novo coronavírus.

O governo do estado de São Paulo já tornou eventos desse tipo passíveis de intervenção das forças de segurança. E a aglomeração não era pouca. Mais de 200 pessoas se espalhavam no local, pelo que a polícia pode contar. Contudo, nem o funkeiro nem o atacante do Flamengo ficaram presos. Isso, porque o crime não tem gravidade.

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