Globo corta crítica ao Presidente em humorístico

Globo corta crítica ao Presidente em humorístico
Globo corta crítica ao Presidente em humorístico. Foto: Reprodução/Globo

Na madrugada desta sexta-feira (11), chamou a atenção um fato na TV. Para levar o ‘Que História é Essa, Porchat?’ ao ar, a Globo corta crítica ao Presidente da República. O programa foi originalmente criado para o GNT (canal pago do Grupo Globo). No entanto, por causa da pandemia, foi uma das atrações que chegou à tela da emissora aberta.

Dessa forma, alguns ajustes foram feitos por causa da demanda e do público serem diferentes. Contudo, pareceu censura o fato de omitir uma crítica política no programa. Afinal, como pessoa pública, é comum que qualquer político ouça algumas verdades indigestas e opiniões contrárias a seu posicionamento.

No entanto, a direção da emissora preferiu evitar a fadiga e cortou um trecho do ‘Que História é Essa, Porchat?’. O vídeo em questão traz uma brincadeira com o presidente.

Silvero Pereira, Preta Gil e Welder Rodrigues estão na bancada de um bar. Então, o apresentador questiona quem o humorista gostaria de ser, no dia de hoje. Prontamente, Welder responde: “Bolsonaro, pra renunciar!”. A plateia e os outros convidados caem na gargalhada sem qualquer timidez.

Vale destacar que a cena foi ao ar em setembro de 2019, ainda na primeira temporada do programa. Naquele momento, as críticas ao governo executivo já eram grandes.

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É importante dizer, ainda assim, que os programas que vão ao ar na Globo e nos canais fechados tem conteúdos diferentes. Por exemplo, o Lady Night (do Multishow), tem cortes na edição entre um programa e outro. Por sua vez, os especiais de música do mesmo canal também ganham versões mais curtas.

O contraditório, no entanto, é justificar um corte por questões de tempo para um vídeo que tem 18 segundos. Tampouco houve palavras de baixo calão ou situação que comprometesse a honra de alguém. Dessa forma, é normal que telespectadores critiquem a forma como o corte aconteceu. Outras partes do programa poderiam deixar de ir ao ar.

Desde a campanha eleitoral, em 2018, a Globo anda em maus lençóis com o executivo. Um fã fervoroso de Edir Macedo, Bolsonaro dá entrevistas à Record TV, mas evita a Globo ao máximo.

Apesar disso, a capilaridade do jornalismo da emissora carioca coloca o presidente em situações inevitáveis. Então, é uma relação dúbia: A Globo precisa engolir Jair Bolsonaro, assim como Jair Bolsonaro precisa engolir a Globo.

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