Globo quer mostrar tradições dos povos indígenas com novo “No Limite”

Pela primeira vez, o “No Limite“, Globo, ganha um novo cenário. No lugar das dunas e praias paradisíacas, a imensidão dos rios da Amazônia na estação das cheias, onde a água escura reflete o céu como um espelho. O visual é alucinante e impressiona muitos brasileiros que só conhecem a região pelos livros da escola. Nesta quinta-feira, 13 de julho, o programa ganha uma edição especial, na qual vai apresentar alguns detalhes da produção e, claro, o cenário incrível onde se passa a disputa.

Pois é, agora será uma chance de ver de perto um visual alucinante. Além disso, os participantes vão precisar dos conhecimentos tradicionais dos povos originários e da população local para sobreviver na região. Sendo assim, nesta edição, só as provas de sobrevivência não bastam. O reality vai misturar elementos da cultura e tradições indígenas e ribeirinhas.

Fernando Fernandes como apresentador de "No Limite"
Fernando Fernandes segue no comando da atração. Foto: Globo/Maurício Fidalgo

Vanda Witoto, mulher indígena do povo Witoto e liderança política no Amazonas, é a consultora da temporada. Ao longo de um trabalho de mais de dois meses com o “No Limite”, participou da elaboração e avaliação das provas e atuou na orientação sobre a forma de apresentar alguns elementos de sua cultura. O objetivo foi conectar o público às histórias do seu povo.

“A construção começou a partir de elementos que são muito importantes para a gente. Os nomes das equipes, por exemplo, Jenipapo e Urucum, valorizam frutos sagrados. Como algo precioso, de conexão com a natureza e nossos povos originários”, conta.

Nova temporada de "No Limite" se passa na Amazônia
Nomes equipes representam frutos sagrados da região. Foto: Globo/Maurício Fidalgo

NOS BASTIDORES DE “NO LIMITE”

E tem muito mais atrás das câmeras. Além da produção da Globo, também há intensa atuação da população local no projeto. Empresas locais foram responsáveis por criar elementos importantes da cenografia do jogo, por exemplo.

“Destaco a participação de mulheres e jovens indígenas nesse processo de produção, como a Pajé Neusa, que fez o acolhimento da equipe, o que é muito simbólico na nossa cultura. Indicamos também a participação da Carina Dasana, criadora dos colares que serão usados no jogo a partir de sementes e elementos da natureza. Também o Ateliê Derequine, um projeto de economia criativa liderado por mulheres, que cria roupas com grafismos indígenas e produziu os lenços que os participantes vão usar”, reforça.

Respeito e diálogo com as comunidades locais passaram a ser valores fundamentais nesta temporada de “No Limite”. A Floresta Amazônica nunca esteve tão presente no imaginário popular e no centro das discussões políticas em todo o planeta. Então, conversar e mostrar o que as pessoas de lá têm a dizer e as histórias que contam é essencial.

Veja também

O site Famosando é um parceiro do IG Gente