Jakelyne Oliveira critica Ministro da Educação e defende irmã com síndrome de Down

Jakelyne Oliveira critica Ministro da Educação e defende irmã com síndrome de Down
Jakelyne Oliveira então critica Ministro da Educação e defende irmã com síndrome de Down

Jakelyne Oliveira usou as redes sociais para criticar o Ministro da Educação, Milton Ribeiro. Numa entrevista à TV Brasil, no dia 9 de agosto, ele afirmou que crianças com deficiência atrapalham, entre aspas” o aprendizado de outros alunos sem a mesma condição, já que “a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial”. Essa fala gerou críticas vindas de organizações e personalidades como Romário e a ex-Miss Brasil.

Jakelyne Oliveira é irmã de Geovanna Oliveira, que tem síndrome de Down. A modelo é embaixadora de uma organização que trabalha com pessoas com a deficiência e criticou a fala de Milton Ribeiro. Ela reforçou a importância da inclusão no ambiente escolar e da capacitação para os profissionais da educação trabalharem corretamente com pessoas com deficiência.

É um absurdo ver que o ministro da Educação, que deveria apoiar, lutar e incentivar a inclusão, faz e pensa o oposto, com falas carregadas de preconceito”, escreveu a modelo no Stories do Instagram.

“A inclusão está no nosso dia a dia, dentro e fora das salas de aula. Seu pensamento não deveria ser fazer ‘escolas especiais para pessoas especiais’ e sim capacitar as escolas e os profissionais para proporcionar inclusão. É um absurdo esse pensamento que pessoas com necessidades especiais devem conviver apenas com pessoas da mesma condição”, Jakelyne Oliveira concluiu.

Filha de Romário

A filha caçula do senador e ex jogador de futebol RomárioIvy Faria, de 16 anos, divulgou uma carta aberta nas redes sociais. Assim, a mensagem foi direcionada ao ministro da Educação. A adolescente, então, publicou um texto na web em que diz estar “muito triste” com o ministro. Assim, explicou que frequenta uma escola regular e que “não atrapalha ninguém“. “Seu ministro da Educação, aqui é a Ivy. Eu estou muito triste com Sr. Sabe, eu tenho síndrome de down, sou uma pessoa com deficiência, e sou estudante. Estudo para ter um futuro e ajudar o meu país. Eu não atrapalho ninguém. Frequento uma escola regular, onde há jovens com e sem deficiência. Cada um aprende no seu tempo, ninguém é igual”, começa.

Carta continua

“A minha presença e a de outras pessoas com deficiência não é ruim, muito pelo contrário, desde a escola, meus coleguinhas aprendem uma lição que parece que o Sr. não teve a oportunidade de aprender: a diversidade faz parte da natureza humana e isso é uma riqueza. A fala do senhor revela muita falta de educação. Como pode achar que a deficiência torna alguém incapaz de estudar? A deficiência não nos torna incapaz de nada, basta que tenhamos oportunidade”.

Na mensagem, Ivy cita ainda que há, por exemplo, advogados cegos, relações públicas com síndrome de down, além de “um monte de gente com deficiência formado na universidade e trabalhando para Brasil”.

“Seu ministro, uma criança com deficiência em sala de aula contribui mais com a educação deste país do que o senhor neste ministério”, finaliza então ela.

Bate Boca

Aliás, Romário também bateu boca com o ministro nesta semana por conta da declaração dele, através das redes sociais. Rebateu a fala apontando que “somente uma pessoa privada de inteligência, aqueles que chamamos de imbecil, podem soltar uma frase como essa. Eles existem aos montes, mas não esperamos que estes ocupem o lugar de ministro da Educação de um país”.

Ribeiro então respondeu, também por meio do Twitter, afirmando que “é muito deselegante quando um representante do parlamento se dirige desta maneira a um ministro de estado”, e disse que a frase havia sido “tirada do contexto”. Na entrevista à TV Brasil, o ministro defendeu a criação de turmas e escolas especializadas em crianças com deficiência.

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