José Loreto não pode ingressar em atrações do Beto Carrero. Entenda!

José Loreto não pode ingressar em atrações do Beto Carrero. Entenda!
José Loreto não pode ingressar em atrações do Beto Carrero. Entenda!

Diabéticos, assim como o ator José Loreto, que fazem uso do sensor de glicemia Freestyle Libre estão proibidos de ingressarem em algumas atrações do Parque Beto Carrero. A influenciadora Duda Dantas, do perfil Pâncreas Artificial no Instagram, expôs a situação através de um vídeo.

De acordo com Duda, o Parque identifica o sensor como sendo uma prótese e por questões de segurança o acesso é proibido em algumas atrações. Isso causou indignação em diversos pacientes portadores de Diabetes que utilizam o sensor que ficou amplamente conhecido após o ator José Loreto exibi-lo ao desfilar no São Paulo Fashion Week.

Para brincar em determinadas atrações, o paciente precisaria descartar o dispositivo que é afixado no corpo. Esse fica ativo por 14 dias, após removido perde a função e deve ser descartado. Ou seja, se o paciente está no primeiro dia de uso e decide ir se divertir no Parque, perde o aparelho que poderia ser usado por 14 dias. assim

Parque justifica

O Famosando entrou em contato com a assessoria de imprensa do Parque Beto Carrero World que explicou através de um comunicado a proibição do aparelho “A restrição do uso do aparelho FreeStyle Libre e outros aparelhos médicos que não sejam permanentemente afixados ao corpo é uma regra de segurança imposta pelos fabricantes dos brinquedos radicais. A segurança das milhares de famílias que nos visitam é prioridade por aqui, por isso seguimos à risca todas as medidas orientadas pelo fabricante.”

“Vale lembrar que essa medida vale somente para as atrações mais radicas, como Big Tower, Rebuliço, FireWhip e Star Mountain. Nas atrações familiares, infantis, nos shows emocionantes, entre outras, todos podem curtir sem essa restrição. Para os mais radicais recomendo o Hot Wheels Epic Show (de tirar o fôlego), o Tchibum, uma montanha russa aquática, ou até o Madagascar Crazy River, uma aventura pelas correntezas com Alex e sua turma.” esclarece o parque. assim

Por fim, a assessoria revela que os pacientes tem prioridade no Parque “Um ponto importante pra te contar é que pessoas com diabete tipo 1 e 2 sempre foram prioritárias aqui no Beto Carrero World. Ao chegar no parque, basta procurar o nosso Serviço de Atendimento ao Visitante e apresentar o laudo ou carteirinha que comprove a doença. Dessa forma, quem tiver essa condição e sua família irão aproveitar o parque ao máximo, evitando filas nas atrações, coisa boa né?”

Fabricante explica

O Famosando procurou a Abbott responsável pela fabricação do sensor que nos enviou a seguinte explicação “Atualmente, o sistema FreeStyle Libre da Abbott é permitido em vários parques de diversões em todo o mundo e não é esperado que o seu desempenho seja afetado durante o uso nestes locais. O pequeno sensor adere à pele através de um adesivo forte projetado para mantê-lo no lugar por 14 dias. Como parte dos testes realizados, o sensor é submetido a um teste de choque que expõe o dispositivo a 15 Gs de força. Além disso, ele não é considerado uma prótese, visto que a tecnologia FreeStyle Libre não substitui membros ou órgãos do corpo (Fonte: Resolução Normativa da ANS – RN nº 465, de 24 de fevereiro de 2021, publicada na seção 1, do DOU de 02 de março de 2021.)”

José Loreto

José Loreto chamou a atenção ao desfilar pela grife The Paradise, durante a 55ª edição da São Paulo Fashion Week. Com um traje mais sexy, utilizando uma sunga fio dental, um pequeno detalhe chamou a atenção nas redes sociais: um dispositivo no glúteo do artista, mais conhecido como um sensor de glicemia. A tecnologia tem como objetivo ajudar no controle da diabetes. assim

O dispositivo permite o monitoramento dos níveis de glicose presentes no líquido intersticial, fluido que se encontra nas células. José Loreto possui a condição há mais de 20 anos. “O sensor consegue medir a concentração de glicose desse líquido que, na maioria das vezes, é bem próximo ao nível de glicose plasmática, do sangue. A vantagem desse sensor é que ele consegue fazer a medida da glicose continuamente”, detalha a médica endocrinologista Aline Guimarães de Faria, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em entrevista à CNN Brasil.

Vantagens

A profissional explica que o dispositivo é capaz de resgatar variações de glicemia ao longo do dia. “Tem a facilidade de conseguir fazer a medida da glicose várias vezes ao dia, sem precisar que o paciente faça os tradicionais furos no dedo. Tem essa comodidade e facilidade, é indolor. Esse sensor dura em média 14 dias, então só trocaria aproximadamente duas vezes ao mês”, afirma. assim

Outra vantagem é a apresentação em um aplicativo de setas de tendência. “Ele mostra a tendência da concentração da glicose nos próximos minutos. Ela pode estar estável, ou seja, sem variação, pode estar subindo ou pode estar caindo. Isso permite que o paciente consiga se antecipar a qualquer evento”, diz Aline. “Em casos de queda, por exemplo, ele pode evitar um caso de hipoglicemia, que é mais grave para quem tem diabetes, e pode causar tremor, suor frio e, em casos mais graves, até perda de consciência”, completa.

O que é a diabetes?

O diabetes é uma síndrome metabólica, causada por diferentes fatores, que faz com que o organismo desenvolva defeitos na ação ou produção da insulina. A doença é caracterizada pela hiperglicemia crônica, que é o aumento dos níveis de açúcar no sangue e se desenvolve por meio de fatores genéticos, biológicos e ambientais. Pode ser classificado como diabetes tipo 1 ou tipo 2. assim

No diabetes tipo 1, o organismo perde sua capacidade de metabolizar a glicose (açúcar). O diagnóstico é precoce e normalmente acomete crianças e adolescentes. Além disso, o fator hereditário, que é quando há histórico familiar, pode contribuir também. Já o diabetes tipo 2 é definido pela resistência da insulina, se apresenta de maneira gradativa e é mais comum em adultos com hábitos inadequados que resultam no excesso de peso, presença de gordura no sangue (dislipidemia) e hipertensão. Esse tipo de diabetes não é comum em crianças. assim

Sintomas e tratamento

Entre os sintomas que podem indicar a presença da doença estão: fome frequente, sede intensa, desânimo, fraqueza, sonolência, tontura, perda de peso, urina em excesso, dificuldade na cicatrização de feridas e infecções frequentes. Para cada tipo do diabetes, os sintomas podem variar, o que indica a necessidade de atendimento médico para esclarecimento do quadro clínico. assim

O tratamento da doença pode ser feito tanto com insulina quanto com a medicação oral. Segundo o Ministério da Saúde, a insulina costuma ser usada para tratar o diabetes do tipo 1, embora sirva para alguns casos de tipo 2, como quando o pâncreas começa a não produzir mais o hormônio em quantidade suficiente. Já a medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio. Sem o tratamento adequado, a doença pode levar a complicações como problemas neurológicos, na visão, nos rins, nos pés e nas pernas, além de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). assim

Veja também

O site Famosando é um parceiro do IG Gente