Lexa se fantasia de índia durante ensaio de carnaval

No próximo carnaval a cantora Lexa fará sua estreia no carnaval de São Paulo. Lexa desfilará como madrinha de bateria da Dragões da Real.

A “Sapequinha” adentrou o sambódromo do Anhembi para fazer seu primeiro ensaio técnico pela agremiação da Vila Anastácio em São Paulo.

Sob os olhares atentos de sua mãe Darling e sua irmã Wenny, Lexa passou pela primeira vez pelo sambódromo paulistano.

Lexa como madrinha da Dragões da Real – Foto: Leo Franco / AgNews
Lexa como madrinha da Dragões da Real – Foto: Leo Franco / AgNews

Por falar em irmã de Lexa, Wenny também fará estreia no carnaval, porém, por terras cariocas, a jovem debutará como rainha da escola Botafogo Samba Clube. A família toda de Lexa tem uma grande história no carnaval. A própria Lexa já desfilou muitos anos pelas Unidos da Tijuca no carnaval do Rio de Janeiro

Darlyn e Wenny – Foto: Leo Franco /AgNews
Lexa durante o ensaio tecnico – Foto: Leo Franco / AgNews

Dragões conta história de Guerreiras Indígenas

A escola de samba Dragões da Real que há anos, bate na trave para ser campeã, entrará na avenida com um enredo forte e carregado de muita cultura dos povos originários em busca do primeiro título da agremiação.

O enredo para o carnaval 2026 será: “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência”, um tema indígena inédito focado nas lendas da Amazônia sobre uma comunidade de mulheres guerreiras.

Confira a letra do samba da Dragões da Real para o carnaval 2026

Samba-Enredo 2026 – Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência
Dragões da Real

Kunhã ê, tem festa na mata
Risca-fogo, é trovoada
Brilha a Lua, Iaci
Ybypirahy, fertilidade
A raiz da liberdade que nasceu pra resistir
Lendas e mistérios, pajelança, maracás
Dança, sobre as águas, deusa do Nhamundá
Iara ê, Iara
Dos muiraquitãs, encantaria
A bravura que renasce
No raiar de um novo dia

Caraíba na floresta, bicho-fera fez nascer
Na ponta de cada flecha, Anhangá vai proteger
Ayvu, clamor da verdade
Ybytu se enfurece, é tempestade

A saga renova a esperança
A coragem, hoje é lança na ganância do invasor
Guerreiras Icamiabas, herança que se espalhou
Onça-Silva é resistência, guardiã em todo canto
Amazonas, com espírito que é santo
Levam nome de Marias, mulheres comuns
No peito amor, na pele urucum
Aruê angá, valentes, guerreiras
Enfrentam o mal, a destruição
A voz sagrada despertando a consciência
Dragões é alma da floresta em oração

Quando o chão estremecer, Juremá, Juremê
Quando o rio chorar, Juremê, Juremá
Faz a força do tambor soar na aldeia
Correr sangue pelas veias para preservar