Pocah rebate haters: “Já morei em barraco. Não foi fácil conquistar o que tenho”

Pocah é um dos grandes destaques do funk nacional nos últimos tempos. Desde sua participação no BBB, seu nome explodiu ainda mais na grande mídia. É inevitável: com a fama, chegam os haters.

Pocah haters
Crédito: Flox/Divulgação

Quando o assunto é seu novo EP, o ódio gratuito incomodou a cantora de verdade. Pessoas resolveram dizer que ela “se apropria da cultura da favela” em suas músicas. A MC Pocahontas diz o contrário.

No projeto que chegou às plataformas na noite desta quinta-feira, 14 de setembro, a morena reforça sua relação com o “funk raíz” em quatro músicas na batida do ritmo carioca. Além disso, aparece em seu primeiro feat internacional, “Solta-te”, com os meninos do Piso 21.

Ao falar de “Assanhadinha”, que tem clipe gravado em Campos Elíseos, comunidade onde cresceu, no Rio de Janeiro, ela conta que uma crítica que a incomodou.

“Tive o desprazer de ouvir que mais uma cantora entrando na favela e se apropriando. Muitas vezes a pessoa não sabe da minha história, porque eu venho da comunidade. Gravei na minha comunidade. Eu não caí de paraquedas”, lembra.

POCAH DA COMUNIDADE

Pocah haters
Crédito: Flox/Divulgação

Depois desse desabafo, o FAMOSANDO foi atrás da cantora para entender melhor esse “desprazer” que ela citou. De acordo com a morena, cantar sobre a favela e gravar clipes na comunidade são parte de quem ela é e de sua história. Então, fica impossível dizer o contrário.

“A Pessoa não me conhece para dizer que eu faço apropriação cultural das favelas. Não faz o menor sentido. Se eu tô falando de um baile de favela, se eu falo de algo que eu vivi, eu vou gravar esse clipe onde? Em Miami? Não faz o menor sentido”, reforça ao lembrar do vídeo de “Assanhadinha”.

Contudo, não para por aí. Pocah enfatizou a crítica que recebeu por não viver mais na periferia. Aliás, lembrou sua rotina de trabalho no começo da carreira, quando demorava quatro horas para chegar na Barra da Tijuca, sede da empresa que gerencia sua carreira.

“Não foi fácil conquistar o que eu tenho. Morei anos de comunidade e levava quatro horas para poder vir pra cá, para as reuniões. Ficava horas no trânsito pra poder vir trabalhar”, revelou.

FICA A DICA

Pocah haters
Crédito: Flox/Divulgação

A intérprete de “Assanhadinha” vai além. Para ela, mudar de uma região para ter mais qualidade de vida é resultado do próprio trabalho e deve ser natural para todo mundo. Além disso, reforça que deseja o mesmo para todos. No entanto, confessa que o caminho foi árduo para ela. Isso, porque não havia estudado o suficiente. Então, dá a dica:

“Faz parte a gente ganhar uma grana e buscar qualidade de vida. E eu desejo isso pra todo mundo. Falo pra todo mundo: ‘Estudem, porque eu tive que estudar depois de estar no corre e isso é muito mais difícil. Fui criada nos becos, já morei em barraco. Eu sou favela. Tenho total propriedade para cantar sobre a minha vivência”.

Parte da história de Pocah em Campos Elíseos aparece no clipe de “Assanhadinha”, sua música preferida do novo EP, “A Braba É Ela”. No clipe, ela aparece pulando o muro de casa para ir ao baile funk da comunidade, além de outras cenas que fizeram parte de sua adolescência.

Até o final do ano, ela deve lançar mais um EP de uma trilogia de trabalhos. Para 2024, chega um álbum completo, fruto de um longo trabalho de produção da artista.

Pocah haters
Capa de “A Braba É Ela” | Crédito: Flox/Divulgação

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