Com o enredo ““Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência””, a Dragões da Real, fez um excelente desfile e mais uma vez figura entre as postulantes a grande campeã do campeã do carnaval

Para quem acompanha o carnaval de São Paulo, sabemos do potencial da agremiação e mais ainda, sabemos que é questão de tempo do campeonato ir parar na comunidade da vila Anastácio.
A ideia do desfile era fazer uma viagem ao universo da Amazônia, a partir dessas guerreiras, que, de acordo com as histórias, viviam às margens do que hoje conhecemos como Rio Amazonas, em uma comunidade formada apenas por mulheres.
Uma madrinha de bateria presente
A madrinha de bateria Lexa, estreou a frente da bateria “Ritmo que incendeia”. A estreia da cantora não foi apenas na Dragões da Real mas sim no carnaval de São Paulo como um todo.
Lexa por sinal, se fez presente em vários ensaios da agremiação, sempre na companhia de sua mãe.



Ficha técnica
DRAGÕES DA REAL
- Fundação: 17/3/2000
- Cores oficiais: vermelho, preto e branco
- Presidente: Renato Remondini Rodrigues (Tomate)
- Carnavalesco: Jorge Freitas
- Mestre de Bateria: Klemen Gioz
- Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Rubens de Castro e Janny Moreno
- Direção de Carnaval: Márcio Santana
- Direção de Harmonia: Rogério Félix
- Intérprete: Renê Sobral
- Coreógrafo da Comissão de Frente: Ricardo Negreiros
- Colocação em 2025: 6º lugar – Grupo Especial
- Enredo 2025: “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”
Conheça o samba da agremiação
“Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”
Compositores: Renne Campos, Márcio Biju e Alemão do Pandeiro.
Letra
Kunhã ê, tem festa na mata
Risca-fogo, é trovoada
Brilha a Lua, Iaci
Ybypirahy, fertilidade
A raiz da liberdade que nasceu pra resistir
Lendas e mistérios, pajelança, maracás
Dança, sobre as águas, deusa do Nhamundá
Iara ê, Iara
Dos muiraquitãs, encantaria
A bravura que renasce
No raiar de um novo dia
Caraíba na floresta, bicho-fera fez nascer
Na ponta de cada flecha, Anhangá vai proteger
Ayvu, clamor da verdade
Ybytu se enfurece, é tempestade
A saga renova a esperança
A coragem, hoje é lança na ganância do invasor
Guerreiras Icamiabas, herança que se espalhou
Onça-Silva é resistência, guardiã em todo canto
Amazonas, com espírito que é santo
Levam nome de Marias, mulheres comuns
No peito amor, na pele urucum
Aruê angá, valentes, guerreiras
Enfrentam o mal, a destruição
A voz sagrada despertando a consciência
Dragões é alma da floresta em oração
Quando o chão estremecer, Juremá, Juremê
Quando o rio chorar, Juremê, Juremá
Faz a força do tambor soar na aldeia
Correr sangue pelas veias para preservar
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Uma breve história da agremiação
A história da Dragões da Real remonta ao ano de 2000, quando a agremiação foi fundada no bairro de Vila Anastácio, em São Paulo. Desde então, a escola se estabeleceu como uma das mais jovens e promissoras do carnaval paulistano, conquistando rapidamente admiradores e se destacando com seu estilo único e irreverente.
A escola é oriunda das arquibancadas dos estádios de futebol, de uma torcida do São Paulo Futebol Clube, onde componentes se juntaram e resolveram fundar uma escola de samba

