Acadêmicos do Tatuapé traz reforma agrária para avenida

Com o enredo “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, a Acadêmicos do Tatuapé sempre muito organizada mostra que não é bi campeã do carnaval paulistano a toa. Em 2025 a escola foi Vice Campeã e busca neste ano retornar ao topo, fato este que não acontece desde o carnaval de 2018.

Foto: Leo Franco / AgNews
Foto: Leo Franco / AgNews
Foto: Leo Franco / AgNews

Um carro de som potente

Um dos pontos altos da Acadêmicos do Tatuapé é o seu carro de som. Celso Mody, está na escola desde o ano de 2016 e em uma crescente como cantor e como profissional, chega maduro para mais um grande carnaval.
Celso por sinal é um grande vencedor das disputas de samba-enredo por diversas escolas de samba de São Paulo e tem um carro de som potente.

Foto: Leo Franco / AgNews

Ficha técnica

ACADÊMICOS DO TATUAPÉ

  • Fundação: 26/10/1952
  • Cores oficiais: azul e branco
  • Presidente: Erivelto Coelho, Toninho, Edu Sambista e Eduardo Santos
  • Carnavalesco: Wagner Santos
  • Mestre de Bateria: Cassiano Andrade
  • Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diego e Jussara
  • Direção de Carnaval: Douglas Toffoli, Patricia Lafalce, Sandra Correia, Sandro Baptista
  • Direção de Harmonia: Edu Sambista
  • Intérprete: Celsinho Mody
  • Coreógrafo da Comissão de Frente: Leonardo Helmer
  • Colocação em 2025: Vice-Campeã – grupo Especial
  • Enredo 2024: “Justiça – A Injustiça Num Lugar Qualquer É Uma Ameaça À Justiça Em Todo Lugar”

Conheça o samba da agremiação

“Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”

Compositores: Turko, Zé Paulo Sierra, Silas Augusto, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Luis Jorge, Fabio Souza, Dr. Élio, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Lucas Donato, Salgado Luz, Daniel Goulart, Fabian Juarez, Fábio Oliveira, Wagner Forte e Chico Maia

Letra

Tupã! Num sopro de ternura
Concebeu a agricultura
Para os filhos desse chão
Trovejou, lá no alto da palhoça
Quando o orvalho molha a roça
É perfeita a comunhão
Mas veio o invasor
E a terra então sangrou
Negro plantou resistência
Canudos semeou a rebeldia
Cada enxada levantada
Liberdade florescia

Mas a ganância por terra sem gente
Faz muita gente sem terra chorar!
Quem planta o mal, espalha ambição
Me dá! Me dá, um ‘pedacim’ de chão

Lavoura ê! Lavoura!
Mãos calejadas no cultivo da semente
Lavoura ê! lavoura!
Floresce da terra
A fé dessa gente
Alimentar e plantar o amor
Proteger é cuidar desse chão
Abraçar o nosso irmão
Contra a desigualdade
Pra colher dignidade
Em cada gota de suor eu vi
Brotar, crescer e acreditar
Que a esperança está no amanhã
E assim será…
Viver é partilhar
E nada em troca esperar!

Tem festa na roça, até o amanhecer
Divide esse chão, pro nosso povo colher!
Tatuapé, me chama que eu vou!
Puxe o fole sanfoneiro, no toque do agogô!

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Uma breve história da agremiação

Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé é uma escola de samba da Zona Leste da cidade de São Paulo. A escola foi criada em 1952, com o nome de Unidos de Vila Santa Isabel, em 1964, com a mudança de sua sede para a Rua Antonio de Barros, passou a chamar-se Acadêmicos do Tatuapé. Atualmente a Tatuapé está sediada na Rua Melo Peixoto, no bairro de mesmo nome.

A Acadêmicos do Tatuapé contribuiu muito para a divulgação do samba em São Paulo, armando rodas de samba na Praça da Sé, sua bateria era muito respeitada e acompanhava bem os sambas que Mano Décio cifrava em sua viola que tinha quatro cordas a menos para ficar mais próxima do efeito de percussão. A escola é intitulada com a frase “O Tatu que Anda também Samba.Viva o Bairro do Tatuapé!”